sábado, 26 de abril de 2008

Carta Aberta à D. Elenice Reis!



Rio de Janeiro, 25 de Abril de 2008


Carta Aberta à D. Elenice Reis





Eis que aqui estou eu, um mero rapaz de quinze anos de idade, escrevendo para uma representante e herdeira legítima da Família Oliveira.
Como é que eu poderia imaginar que um dia estaria escrevendo para um dos filhos do Mestre dos Mestres Silas de Oliveira? Isso só poderia acontecer com o intermédio do ISERJ! Mais como isso aconteceu? Bem foi simples, eis que eu chego um dia para estudar, e ouço alguem falar: “Ela é neta do Silas de Oliveira”, fiquei sem entender, e logo foi procurar saber quem era. Então soube que era uma menina, que parecia meio triste, sempre no fundo da sala, pouco se expressava, no dia seguinte descobri que o nome dela era Aimée, fiquei meio que assustado! Uma menina da cor negra, neta de um grande bamba, com um nome Francês? Não foi nada agradável! Com os dias a intimidade veio chegando, fomos batendo papo, e começamos a conversar sobre o avô dela, posso dizer afirmando que acho que sei muito mais coisas sobre o Silas do que ela, que é neta.
Em um dia, que agora não me recordo, começamos a falar sobre as famílias ela começou a me contar sua arvore genealógica por parte de Silas. Daí comecei a perguntar mais sobre a mãe, lógico queria cada detalhe da Família Oliveira, não sou bobo nem nada!
Vejo D. Nice (reparem na intimidade), como a Cycy, neta do cartola, gosta de samba, das músicas de seu avô (pai no caso da D. Nice), e que preserva a memória. Uma senhora, que pessoalmente eu não conheço, mais me passa um grande conforto, imagino que seje uma pessoa simples, uma pessoa que preserva a vida, o samba (nossa raiz), espero que eu não tenho uma decepção ao conhece-lá, mais olhem a foto dela, não é agradável?, é uma linda senhora!
Olha D. Nice, será que temos algum parentesco?, a senhora sabe que naquela época, ninguém era de ninguém, todos eram de todos, seu Pai é um grande exemplo disso, se fosse hoje, agora na minha época, ele seria conhecido como “Silas de Oliveira, o Pegador”, já até perdi às contas de quantos filhos ele teve!.
Falando Musicalmente de sua Família, sou mais um fã de todos, seu pai um grande compositor cantava muito bem, sua mãe nos coros de algumas músicas, Aimée me disse que ela também cantava, e ficou muito bem, e agora seu filho, Júnior de Oliveira integrante do Pagode do Trabalhador (temos que tirar um dia para irmos lá), isso é fantástico, uma família que a música está sobrevivendo entra as gerações!
Quem sabe Aimée, não puxe tia Eulália dançando jongo, ou então seja a Porta Bandeira do Império? E por falar em império, que papelão da escola hein, está devendo um grande favor a Família Oliveira, e ao Próprio Silas! Não é por que colocaram um simples busto dele, na porta da quadra que pagaram tudo que devia não, claro que não! O GRES Império Serrano, uma Escola que seu pai e toda a Sua Família ajudou a Fundar, está devendo um enredo, um enredo que na minha concepção seria um “Desfile Triunfal, Sobre o Altar do Carnaval”, e poderia até dar um Campeonato ao Império. Como Título citaria “Silas de Oliveira, o Poeta do Samba!”, já coloquei isso na internet uma vez, e alguns críticos disseram que seria brilhante!
Sobre às músicas de Silas, até hoje não encontrei nenhum erro, nas suas composições ele era brilhante, escrevia do fundo do peito, escrevia tão bem, como Vinícius de Moraes, Arlindo Cruz, e Noel Rosa! Ele é uma Flor, uma dádiva que veio a terra para alegrar a época, teve sua missão, cumpriu corretamente e hoje vive nos Reinos dos Céus.
Pois é D.Nice, estou um pouquinho sem inspiração, mais temos que sentar e conversarmos muito, pois ainda tem muita coisa que eu não sei! E a Senhora, com certeza irá me contar!


Abraços, para toda a Família, e é claro, o Rei mandou Cair na Folia!


Abraços do Santos!

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